A parábola do Mastercard perdido

Atualizado: 7 de Jun de 2019

Se você tem mais de dois anos de idade, certamente já passou por situações onde ficou preocupado ou ansioso por algo. Cada pessoa é singular, o que preocupa uma pode não preocupar tanto a outra, como uma espinha em uma adolescente às vésperas de uma festa ou um arranhão no carro novo de um jovem. Não que a preocupação seja um pecado em si, há preocupações genuínas (Filipenses 2.20; 2 Coríntios 11.28), mas não podemos nos deixar dominar por elas.


A preocupação é algo natural e muitos tendem a se deixar dominar e acabam tendo seus comportamentos alterados quando estão ansiosos ou preocupados com coisas relativamente contornáveis.


A parábola

O pastor norte-americano John Piper conta que sempre foi “pessimista a curto prazo”. Sempre que acontece algo ele sofre em demasia e antecipadamente, situações simples alteravam seu comportamento e o deixavam preocupado, mesmo que ele já soubesse a solução.


Agora, imagine se seu cartão de crédito sumisse às vésperas de uma viagem em família? Foi exatamente o que aconteceu. Só que desta vez foi diferente, ele não se preocupou. Esse seria um prato cheio para a ansiedade dominá-lo. O fato do seu MasterCard ter sumido não o afetou em nada, não mudou seu temperamento, não alterou seus planos, não alterou seu humor e sua viagem com sua família foi excelente. Eles fizeram um longo passeio juntos, foram ao SeaWorld em San Diego e curtiram um belo show de focas, foram às praias da Califórnia, foram também à Tijuana, no México, entre outros lugares fantásticos, além de vários Mc Donald’s pelo caminho. Ele poderia ter perdido o cartão em qualquer um dos lugares do passeio.


O que mais chamou a atenção nesta viagem foi como a perda do cartão não afetou John. Como pode um homem que luta com a preocupação não ter sido afetado por uma situação tão relevante como esta? A resposta é simples. Ele não sabia que tinha perdido seu MasterCard. Sim, ele só se deu conta que tinha perdido seu cartão quando eles chegaram em sua casa depois da viagem. Ele encontrou um envelope do Dr. Fuller com seu MasterCard dentro. Ele havia visitado Fuller, seu antigo professor, alguns dias antes da viagem e deixou o cartão cair em seu carro.


John Piper explica

"Você sabe qual foi o segredo da minha felicidade? Eu não sabia que tinha perdido. Eu não cheguei a olhar na minha carteira. Eu não sabia que ele não estava lá. Eu fiquei lá segurando-o na minha mão e sorrindo. Pensei: Como eu teria ficado mal-humorado se soubesse que o perdi? Pense como eu teria ficado deprimido, preocupado, frustrado e irritado. O tempo todo, Deus estava cuidando dele para mim. O cartão estava a caminho de Minneapolis, e toda a minha ansiedade teria sido inútil. Todo o dano que eu teria causado às pessoas teria sido absolutamente desnecessário, porque tudo estava sob controle. Agora, pergunto, não há uma parábola nisso para mim? Há sim."

(Texto na íntegra em https://www.desiringgod.org/interviews/the-secret-to-fighting-anxiety ).


Ajustando o foco

Se focarmos no problema e esquecermos que há um Deus, que rege o universo com maestria e tem o controle sobre tudo e sobre todos, ficaremos ansiosos.


No caso de John Piper, ele só não foi afetado pela situação porque não sabia do problema. A pergunta é: E quando Deus permite conhecermos o problema? A solução que Ele nos deixou é levar até Ele em oração tudo aquilo que não temos controle, e descansar confiantes que Deus guardará nosso coração e nossa mente em Cristo Jesus (Filipenses 4.6, 7).


“Assim que descobrimos que temos um problema, Deus já está trabalhando nisso, e a solução está a caminho. Nem sempre será com tanta facilidade e livre de dificuldade, mas Deus está sempre trabalhando com uma solução, e ela já está a caminho.” (John Piper)


Esta afirmação, “a solução está a caminho”, deve ser uma verdade constante em nossas vidas.


“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”

(1 Coríntios 10.13)



Editorial de Dimas Rodrigo



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