Aguardando a volta do Senhor em serviço

Assim como Ele subiu aos céus, Jesus irá voltar (Atos 1.11). A Palavra de Deus fala de posturas coerentes de um coração que aguarda a volta do Senhor. Por exemplo, aguardamos a volta do Senhor em santidade, confira aqui. Os eventos presentes e futuros ligados à volta de Jesus enchem hoje nossos corações para uma vida de adoração ao Senhor. Essa adoração é traduzida em ações práticas de santidade e serviço.


Na volta de Jesus, iremos experimentar a transformação completa de nossos corpos corruptíveis em corpos incorruptíveis. Aqueles que creem no Senhor Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador terão seus corpos transformados em glória (1 Coríntios 15.42). Pense nisso. Não terão mais doenças, fraquezas nem decomposição. Para sempre, teremos um corpo glorificado, de beleza indescritível.


Numa longa exposição sobre a natureza do corpo ressurreto (1 Coríntios 15.12-58), o apóstolo Paulo nos anima a seguir servindo. Uma postura coerente com a volta do Senhor e Seu plano de transformação dos nossos corpos é o serviço cristão.


“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes,

inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor,

sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.”

(1 Coríntios 15.58)


Por que precisamos ser lembrados da volta do Senhor em meio ao serviço? A volta de Cristo enche de esperança a experiência do serviço cristão. Considere:


Servir pode ser doloroso, mas Jesus irá voltar

Servir ao Senhor pode ser uma experiência bastante dolorosa. Todos os que estão envolvidos no serviço cristão podem se identificar com Seus sofrimentos. O próprio apóstolo Paulo tem como raiz de seu chamado o sofrimento por Jesus (Atos 9.15, 16). De fato, sua caminhada ministerial foi repleta de provas e sofrimentos (2 Coríntios 11.24-28), levando a uma comunhão profunda com os sofrimentos de Cristo (Filipenses 3.8-11).

Na dor do serviço, lembremos que Jesus irá voltar. E com a Sua volta, teremos corpos ressuscitados, glorificados e em poder. A realidade futura da ressurreição nos encoraja na dolorosa experiência da corrupção dos corpos, desonra e fraqueza:


“Pois assim também é a ressurreição dos mortos.

Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção.

Semeia-se em desonra, ressuscita em glória.

Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder.”

(1 Coríntios 15.42, 43)


Podemos perder o foco, mas Jesus irá voltar

A vida “debaixo do sol” é vaidade sem a consideração de quem está “acima do sol”. A experiência do pregador do livro de Eclesiastes é, muitas vezes, a nossa. Vaidade, tudo é vaidade e sem sentido. O próprio apóstolo Paulo reconhece essa realidade colocando-a em outras palavras:


“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida,

somos os mais infelizes de todos os homens.”

(1 Coríntios 15.19)


Sem a realidade celestial e futura, perdemos o foco. Fazemos o que fazemos sem propósito. Sem propósito, acabamos servindo sem a esperança de que a corrupção dos corpos, desonra e fraqueza terão fim. Então, qual é o ponto? O ponto é que Jesus ressuscitou e está “puxando a fila” da ressurreição de todos os que morreram nEle (1 Coríntios 15.20-28). A experiência dolorosa é uma distração poderosa para ofuscar nossa visão do futuro glorioso que nos aguarda. Lembremos que Jesus irá voltar. E com Sua volta, seremos transformados em glória. Todo o nosso serviço cristão acumula um tesouro para o futuro glorioso. Em meio à dor, lembremos de que Ele irá voltar e sirvamos ao Senhor.


Enquanto aguardamos, servimos ao Senhor com perseverança em meio às dores. Enquanto aguardamos, servimos ao Senhor com os olhos fixos na esperança da ressurreição futura. Então, até Jesus, somos chamados a testemunhar do Senhor.


Maranata, Ele vai voltar!


Editorial do Pr. Alexandre "Sacha" Mendes



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