Ladrões de vitalidade: Ansiedade/Preocupação

Esta pandemia pela qual estamos passando, atritos políticos que ameaçam a unidade da igreja e disputas entre poderosas nações e corporações nos tentam a assumirmos que vivemos em um momento único na história. Mesmo o crescente fascínio que temos observado por teorias da conspiração, revela que buscamos controle para remediar os pecados de ansiedade e preocupação que roubam nossa vitalidade espiritual. Mas a verdade é que não vivemos em um momento único da história, pois ansiedade, preocupação e medo com que somos tentados hoje, sempre foram uma tentação para o povo de Deus. O sábio Salomão nos lembra: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9).


Como será então que o povo de Deus que nos precedeu perseverou apesar da intensa perseguição dos poderosos da antiguidade, como o Faraó, Nabucodonosor ou Nero? Como a igreja conseguiu permanecer firme na missão de fazer discípulos apesar dos inúmeros desafios como a peste negra, perseguições e duas guerras mundiais? A resposta é somente uma: Deus e Sua palavra.


O temor do Senhor remove os outros temores

O Salmo 112 tem sido fonte de conforto e encorajamento para o povo de Deus em toda a história, especialmente para aqueles que lutam com ansiedade e medo. O salmista abre esta passagem nos direcionando para a atitude correta e fundamental de louvor, temor do Senhor e prazer em Sua palavra: “Aleluia! Bem-aventurado o homem que teme ao SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.”


Esta passagem nos ensina que a melhor forma de lutar contra medo pecaminoso é com um temor maior e santo do próprio Deus. A natureza deste temor do Senhor envolve o medo do que ele pode fazer conosco (Mateus 10.28), porém é mais do que isso. O temor do Senhor envolve o reconhecimento e espanto constante diante do supremo poder, santidade e caráter do nosso Deus glorioso!


O salmista também lista inúmeros frutos que brotam de corações que temem ao Senhor. E aqueles que lutam com medo e preocupação irão se regozijar especialmente com os versículos 7 e 8: “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no SENHOR. O seu coração, bem firmado, não teme, até ver cumprido, nos seus adversários, o seu desejo.” Creia e descanse na Palavra de Deus que diz que aquele que confia no Senhor não se atemoriza ou teme, mas desfruta de firmeza no Senhor.


Vencendo a ansiedade e preocupação com a dependência do Senhor

Outra passagem que também é motivo de esperança para nós que lutamos com a ansiedade e a preocupação é Filipenses 4.6, 7: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”


O apóstolo Paulo nos instrui a não andarmos ansiosos ou preocupados diante dos desafios que enfrentamos, sejam eles grandes ou pequenos. Ou seja, devemos ir ao Senhor em oração com ações de graças e colocar diante dEle nossos pedidos. Obviamente isso não significa que Deus já não saiba de nossas necessidades (Mateus 6.8). Porém, a oração é o meio que Ele nos ordena a usar para o nosso próprio bem. Um desses bens é a paz de Deus que recebemos e que sobrenaturalmente guarda o nosso coração da ansiedade e preocupação em Cristo Jesus.


Ansiedade, preocupação e medo são pecados comuns que roubam a nossa vitalidade espiritual, mas não são normais. Como cristãos devemos crescer imitando o nosso salvador Jesus Cristo, Aquele que cumpre perfeitamente o Salmo 112, Aquele que dependeu do Senhor em oração e Aquele que venceu sem medo a batalha que nunca poderíamos vencer contra o pecado e a morte: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus 2.14, 15).


Editorial de Léo Cordeiro


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