Ladrões de vitalidade: Orgulho

É difícil definir “vitalidade espiritual”. Às vezes, confundimos vitalidade espiritual com circunstâncias agradáveis, oscilando o humor de acordo com o que acontece em nossa condição. Às vezes, confundimos vitalidade espiritual com disposição física, buscando ânimo como alguém busca fazer as pazes com a balança. Apesar da dificuldade em definir vitalidade espiritual, não é difícil identificar-se com a experiência por trás da ausência dela. É difícil colocar em palavras, mas estar sem vitalidade para seguir os caminhos do Senhor é uma experiência real e, infelizmente, comum.


Muitas coisas roubam a vitalidade espiritual de alguém. O orgulho é uma delas. O orgulho é uma praga que nos deixa prostrados no tatame da luta contra o pecado. O orgulho nos cega para nossa condição e nos coloca numa batalha errada.


O orgulho nos cega para entender nossa condição

O orgulhoso acredita que está certo (sempre). “Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele” (Provérbios 26.12). Falta esperança para o “sábio a seus próprios olhos” porque ele não enxerga sua condição carente. Sem entender que precisa de ajuda, o orgulhoso não busca nem encontra o Senhor, que olha para o “aflito e abatido de espírito e que treme da [Sua] palavra” (Isaías 66.2c). O orgulhoso pode até ter disposição física ou ser confiante, mas não tem vitalidade espiritual, está distante da fonte de todo o vigor espiritual: o próprio Deus. E qual é a solução?


“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento” (Provérbios 3.5). Deixar de confiar em sua própria sabedoria e confiar no Senhor, sujeitando-se a Ele (Tiago 4.7). Nossas impressões, preferências e opiniões são todas construídas no coração. Um coração cheio de si mesmo não irá interpretar o mundo ao seu redor de acordo com a perspectiva divina. Um coração centrado em si mesmo não irá renunciar suas preferências por uma causa maior. Um coração saturado de sabedoria própria não irá enxergar a Palavra de Deus como autoridade suprema. Precisamos do Senhor. A graça de Deus abre nossos olhos para encontrar entendimento espiritual, enxergando nossa condição e abraçando a solução: JESUS.


O orgulho nos prende na luta errada

“Deus resiste aos soberbos” (Tiago 4.6b). Ser tomado por orgulho é lutar uma batalha de derrota certa. O orgulhoso experimenta um triste cansaço de alma como alguém exausto depois de empurrar por horas um muro de concreto – e o muro continua no mesmo lugar. Assim é encontrar-se com a “resistência do Senhor”. Brigamos descontentes com nossas circunstâncias, atribuindo a pessoas ou eventos a culpa de nossa condição. Tiago descreve essa condição como inimizade com Deus e amizade com o mundo (Tiago 4.4). Inclusive, essa é a razão de muitas brigas entre pessoas (Tiago 4.1-3). E qual é a solução?


“...mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6c). Os humildes se sujeitam a Deus. É Deus quem soberanamente trabalha nossas circunstâncias, tecendo um caminho de transformação à imagem de Cristo. Como um nadador que reconhece a inutilidade de vencer a forte corrente do mar a nado, temos a responsabilidade de dar braçadas que acompanham o caminho da providência amorosa de Deus que nos conduz. Esse esforço bem direcionado apresenta resultados e somos guiados pela boa mão do Senhor. Encontramos graça na paz com Deus. Deus mandou Seu Filho Jesus para nos salvar do orgulho.


Revigorados, mansos e humildes

O orgulhoso colhe cansaço. Mas os humildes e mansos de coração encontram descanso. Não se trata de uma paz de espírito fabricada pelo esforço humano, mas um descanso dado pelo próprio Jesus (Mateus 11.28-30). O orgulho rouba sua vitalidade espiritual, aprisionando você em sua cegueira e incitando você à luta exaustiva e equivocada. Você quer descanso? O descanso real está no Salvador verdadeiro: JESUS. Só Jesus pode dar descanso e vitalidade espiritual. Vá até Ele, confesse sua condição e as lutas de seu coração. Deus sabe mais e está usando cada aspecto de suas circunstâncias para transformá-lo à imagem de Jesus. Amém.


Editorial do Pr. Alexandre "Sacha" Mendes