Marcas do discípulo: Segurança

“Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna,

a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.”

(1 João 5.13)


De forma bastante clara, João nos revela, ao final de sua primeira epístola, qual foi o principal propósito de tê-la escrito: sabermos que temos a vida eterna. Ou seja, toda a carta tem como objetivo nos dar a certeza de que somos salvos e esta segurança da salvação é uma das marcas de um discípulo de Cristo, a qual pode ser identificada por meio de uma série de sinais que o apóstolo nos mostra ao longo do texto. Por ser um conteúdo bastante vasto, iremos agora fazer um rápido panorama por trechos da epístola de 1 João, identificando alguns destes sinais que nos garantem, em nossas mentes e corações, a segurança de nossa salvação e de nossa vida eterna na presença de Deus.


O discípulo anda na luz (1 João 1.6, 7): Nossa comunhão com Deus e com os outros se baseia em andarmos na luz, isto é, andarmos na verdade. A luz de Deus ilumina nossos passos de forma a discernirmos as coisas e enxergarmos o mundo da forma com que Deus o vê. Se, todavia, amarmos as trevas, somos cegados por nossas paixões e enganados pelas mentiras do pecado.


O discípulo confessa seu pecado (1 João 1.8-2.1): Ao contrário de quem anda nas trevas e que nega e esconde suas falhas, o cristão concorda com a visão que Deus tem do pecado. Dessa forma, ele entende a gravidade de suas transgressões e as odeia, assim como o Senhor o faz. Por esta razão, o discípulo busca o perdão, confessando seus pecados e reconhecendo que é um pecador. Ao fazer isso, ele também entende o tamanho do perdão que Deus lhe concedeu por meio de Cristo.


O discípulo guarda os mandamentos (1 João 2.3, 4; 5.2, 3): Em vez de viver em pecado, o verdadeiro cristão busca guardar os mandamentos de Deus, já que, por Sua luz, entende que eles são preciosos e desejáveis. Guardar significa obedecer de forma atenta e cautelosa. Isto é, o cristão tem um forte desejo de seguir as verdades as quais ele considera extremamente valorosas. Para isto, o discípulo também se dedica a conhecer as Escrituras a fim de entendê-las e obedecê-las.


O discípulo ama os irmãos (1 João 2.9-11; 3.10, 14, 15; 5.2): Conforme as palavras de Jesus, os mandamentos de Deus se resumem a amá-lO e a amar ao próximo (Mateus 22.37-40). Dessa forma, o amor com relação aos membros da família de Cristo deve ser algo de extrema importância, sendo também demonstrado pelo desejo de estar juntos e em comunhão (Salmo 133.1) na igreja de Cristo.


O discípulo rejeita o mundo (1 João 2.15; 5.5): A igreja é o oposto do mundo e das coisas que há no mundo. Ela é regida por Cristo, enquanto o mundo jaz no Maligno (1 João 5.19). As coisas do mundo não procedem de Deus, sendo temporárias e enganosas. No mundo as trevas imperam e o pecado é visto como desejável e aprazível, o que deve ser a visão contrária à do verdadeiro cristão.


O discípulo crê em Cristo (1 João 2.20-23; 4.2): O verdadeiro cristão não cai em erros doutrinários graves, os quais o faz negar Cristo e as verdades mais fundamentais da Palavra de Deus. O seu conhecimento é fundamentado na Rocha, e nEla ele permanece desde o princípio de sua fé.


O discípulo pratica a justiça (1 João 2.29; 3.6, 7): João não fala de perfeição e nem da gravidade, frequência e duração do pecado. Ele fala de um estilo de vida na prática da justiça. Isto é, o cristão não vive pecando, não desenvolve um padrão pecaminoso contínuo, não tem uma atitude abertamente contrária à justiça de Deus e à sua busca.


O discípulo espera pela vinda de Cristo (1 João 3.2, 3): A manifestação de Cristo ao retornar para buscar Sua igreja é algo extremamente desejado e esperado pelo cristão. Neste dia, ele passará a desfrutar da presença de Deus de uma forma ainda mais intensa e, por esta razão, ele se motiva a se purificar para se apresentar diante do Todo-Poderoso em santidade.


O discípulo é odiado pelo mundo (1 João 3.13): O estilo de vida do cristão o faz ser odiado pelo mundo. Isso já foi evidenciado na vida de Cristo (João 15.18), e a principal razão é justamente não fazermos parte do mundo. A nossa pátria está nos céus, e por ela ansiosamente aguardamos (Filipenses 3.20, 21).


O discípulo tem suas orações respondidas (1 João 3.22; 5.14, 15): O conhecimento de Deus adquirido ao longo de sua vida cristã faz com que o discípulo tenha consciência de Sua vontade e, por isso, suas orações são por Ela direcionadas. Dessa forma, Deus as ouve e atende, já que colaboram para o Seu plano perfeito.


O discípulo possui o Espírito Santo (1 João 4.13; 5.10, 11): Esse é um sinal que de alguma forma engloba todos os outros. As evidências para que se avalie isso em sua vida são o fruto do Espírito (Gálatas 5.22, 23), o qual deve estar presente na vida de todo cristão em diferentes níveis de maturidade.


Para concluir, cada um destes sinais contribui, em diferentes medidas, para nos dar a segurança de que pertencemos verdadeiramente a Cristo. O Senhor dedicou um livro inteiro em Sua Palavra para falar de como podemos ter esta segurança. Se você está passando por um momento de incertezas, reflita nos conceitos presentes nas perguntas a seguir, avaliando a sua vida de acordo com as verdades apresentadas na epístola de 1 João e não deixe de lê-la por completo para contemplar verdades encorajadoras a respeito da segurança que temos em Cristo Jesus!


Perguntas para reflexão:


1. Você anda na luz, discernindo seus caminhos de acordo com as verdades de Deus?

2. Você confessa seus pecados com regularidade?

3. Você busca guardar (obedecer e valorizar) os mandamentos de Deus?

4. Você ama seus irmãos em Cristo e deseja estar com eles?

5. Você rejeita o mundo, seus valores e prioridades?

6. Você crê em Cristo verdadeiramente e isto se traduz em uma vida condizente com sua fé?