Ano de Paz

Atualizado: 11 de Jan de 2019

Talvez um dos desejos mais comumente compartilhados em mensagens de ano novo seja a paz. Certamente, você já ouviu ou leu algo nesse sentido nessa época do ano, porém, apesar de muitos desejarem a paz, poucos dizem como obtê-la. Neste texto vamos refletir em um trecho da Palavra de Deus que trata exatamente disso:


“Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens. Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”

(Provérbios 3.1-6 – ênfase pessoal)


Neste texto, vemos que não esquecermos dos ensinos e mandamentos contidos nas Escrituras, além de trazer a tão desejada paz ao nosso novo ano, acrescenta dias às nossas vidas. No livro de Josué encontramos um conteúdo semelhante proferido por Deus:


“Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares.”

(Josué 1.7)


Como o pai fala ao seu filho em Provérbios, o Senhor se dirige ao seu filho Josué, chamando-o a seguir seus ensinos e mandamentos contidos na Lei Mosaica. Note que, para que isso fosse feito, era necessário que Josué mantivesse um caminho reto, sem se desviar nem para a direita, nem para a esquerda, isto é, Josué devia ter veredas endireitadas.


Voltando ao texto de Provérbios, vemos no versículo 6, que o Senhor endireitará as veredas de quem cumprir alguns passos, os quais vou repetir em outra versão de tradução da Bíblia:


Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos,

e ele endireitará as suas veredas.”

(Provérbios 3.5, 6 NVI – ênfase pessoal)


Confie no Senhor

Faça isso de todo o seu coração. Lembre-se das promessas que permeiam todas as Escrituras e que se aplicam hoje à sua vida! Viva momento a momento confiando no Senhor, em cada detalhe, sabendo que Ele é um Deus de infinito amor e bondade.


Deus não quer que vivamos vidas miseráveis e sem sentido neste mundo caído, ele quer que nos livremos da ansiedade, do medo, da dúvida, da irritabilidade. Seu desejo é que vivamos uma vida abundante, o que ocorre quando temos plena confiança em Sua soberana provisão em todas as áreas. E a confiança no Senhor não vem sozinha, ela está relacionada exatamente à obediência, a fazer o bem (Salmo 37.3).


Não se apoie em seu próprio entendimento

Isso não significa que o nosso próprio entendimento não tem valor algum, que não devemos exercitá-lo, que planos não devem ser feitos, que conclusões não possam ser tomadas. A questão aqui é colocar sua confiança em seu próprio entendimento, apoiando-se nele para suportar os problemas do dia a dia.


O versículo nos chama a intencionalmente renunciarmos a nossa autossuficiência. É reconhecer que somos seres limitados, que não podemos entender todas as coisas da mesma forma que o Criador as conhece, que não podemos ser sábios aos nossos próprios olhos: "Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal" (Provérbios 3.7). É quando achamos que somos sábios e nos apoiamos em nosso próprio entendimento que começamos a deixar de temer ao Senhor e nos aproximamos do mal.


Ao negarmos nossa autossuficiência, não estamos negando nosso intelecto ou abandonando a racionalidade para seguir a Deus de maneira cega. Muito pelo contrário, confiar em nosso entendimento limitado quando podemos nos apoiar no conhecimento do Criador é que é irracional.


Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos

Essa é a atitude que deve nortear cada passo de nossas vidas, a cada ano que se inicia, a cada dia. Devemos reconhecer que Deus está em todo lugar, em tudo o que acontece, em cada decisão que tomamos. Ele é a solução para cada problema que passamos, Ele é a resposta para toda pergunta, Ele é o motivo de nossas existências. É dizer frases do tipo: "Deus, Tu estás comigo", "eu Te vejo aqui", "Tu és decisivo nisso", "eu preciso de Ti a todo momento". É ver todas as nossas escolhas, todas as nossas conversas, todas as nossas atividades sob uma ótica bíblica, enxergando Deus a todo instante.


Nós enxergamos o que queremos, isto é, se não formos intencionais em ver o Senhor em todos os nossos caminhos, não o veremos e passaremos a viver uma vida fria e sem sentido, o que naturalmente não levará à paz. Começamos, dessa forma, a procurar nossas expectativas pessoais (nos apoiamos no nosso próprio entendimento), em vez de confiarmos no Senhor e na Sua obra (não confiamos nele).


Dessa forma, nossa natureza tende a nos levar para uma condição de desânimo, achando que o que está acontecendo a nossa volta não é o que deveria (nos apoiamos em nosso próprio entendimento). Parece que Deus não está fazendo aquilo que prometeu (não confiamos nele) e passamos a ter dificuldade de ver seu agir, que pode parecer até próximo do inexistente (não o reconhecemos em nossos caminhos).


Se, pelo contrário, seguirmos esses passos, de confiar em Deus, não nos apoiarmos em nosso próprio entendimento e reconhecermos o Senhor em todos os nossos caminhos, o resultado serão caminhos endireitados pela obediência. Tais caminhos de obediência não somente adicionam dias a nossa existência, mas dão sentido a ela, trazendo a paz que tantos buscam nesta época do ano e em todas as outras.


O maior exemplo disso foi o nosso Senhor Jesus Cristo, que, há mais de 2000 anos, veio ao mundo para nos trazer paz. Paz com Deus e paz com os homens. A paz trazida por Jesus foi desfrutada por Ele numa caminhada perfeita de confiança em Deus, ainda que cheia de agonia por causa de nosso pecado. A paz de Jesus foi conquistada na cruz para todos aqueles que creem e é nEle que aguardamos a consumação da paz eterna e perfeita em que enxergaremos o nosso Senhor de forma clara a todo o momento. Se tentarmos seguir esses passos de maneira autossuficiente, veremos que é impossível e que confiar plenamente em Deus é muito difícil para nós. Entretanto, se olharmos para Cristo e crermos em Sua obra na cruz, seremos capazes de desfrutar de um ano de paz. Jesus é a nossa paz!


Editorial de André Negrão




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