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Como fazer a vontade de Deus em meio ao sofrimento?

Atualizado: 19 de Set de 2018

Todas as noites quando deitamos a cabeça no travesseiro imaginamos que o dia seguinte cumprirá novamente a sua mesma sequência. Talvez o sono até demore um pouco a chegar em função da nossa ansiedade pelas coisas que estarão na ordem do dia. Então, é certo que acordaremos, seguiremos para o trabalho, ou para escola, ou iniciaremos os afazeres domésticos, academia, supermercado, contas a pagar, enfim, estaremos programados a cumprir repetidamente o que, muitas vezes, rotulamos de uma estressante rotina. E não seria absurdo imaginarmos também que o dia seguinte se tornará tão corrido que mal conseguiremos cumprir eficientemente todas as nossas atividades, em especial aquelas relacionadas com a nossa devoção porque, perigosamente, as julgamos sem muita importância.


No entanto, junto com o novo dia e sem nenhum aviso, a calmaria do mar de nossa rotina começa a se agitar e por trás de ondas enormes avistamos um céu com nuvens escuras e carregadas que anunciam a chegada iminente de uma tempestade assustadora que, fatalmente, teremos de enfrentar. Uma perda brusca e inesperada, um acidente com sérias consequências, uma doença grave e repentina, uma grande decepção, desemprego, separação conjugal, filhos envolvidos com drogas... Seja qual for o motivo da tempestade, uma coisa é certa, ela sempre virá acompanhada de uma enxurrada de perguntas que só aumentarão o estrondo dos trovões da nossa própria indignação: Por que isso está acontecendo comigo? Por que Deus me colocou no meio dessa tempestade? É essa a vontade de Deus para mim? Por que eu? E como Deus nunca dá explicação pelos nossos problemas e sofrimentos, corremos para o mundo em busca de respostas rápidas e soluções eficazes. O que conseguimos, no entanto, é somente permitir que os ventos fortes da dúvida e do medo arrastem para longe de nós qualquer possibilidade de descanso e paz. Nem sempre é possível conhecermos a razão do nosso sofrimento, mas podemos ter a certeza de que Deus o permite sempre com um propósito. Isso não ameniza a dor, mas nos dá esperança para o futuro. O problema é que, infelizmente, nos esquecemos que o nosso Deus é único e todo poderoso e que Ele não está apenas sentado num trono imponente vendo o nosso sofrimento, nossa miséria. Ele está aqui, caminhando conosco, sustentando nossos passos vacilantes e realizando Seu plano perfeito em nossas vidas. E sofrer com a certeza de que o Senhor está ao nosso lado é sempre um grande privilégio e motivo de muito regozijo.


Embora Deus não revele a razão dos nossos sofrimentos, Ele nunca escondeu Sua vontade com relação ao Seu povo. Nós sabemos quem somos e sabemos também que fomos criados para os propósitos do Senhor. Mas, o que de fato, então, devemos saber para que, independente das circunstâncias serem favoráveis ou não, possamos fazer sempre a vontade de Deus? É o Apóstolo Paulo que nos responde em 1Tessalonicenses 5.16-18: “Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.”


“Alegrar-se sempre” significa reagir com contentamento a tudo que nos acontece de bom ou de ruim, não permitindo que sentimentos ou circunstâncias interfiram na nossa verdadeira adoração. E isso é fruto do espírito e resultado da manifestação da presença de Deus em nossas vidas. Quando, diante da nossa condição humana, reconhecemos a grandeza de Deus, experimentamos a alegria do Senhor.


“Orar continuamente” não é viver com os joelhos dobrados o dia todo. Orar continuamente é resultado de um relacionamento sincero e amoroso com o Pai que, quando solidificado, torna-se semelhante ao ato de respiração no ser humano, tão fundamental que sem ele, em poucos minutos, estaríamos em apuros. A oração deve ser sempre nossa primeira resposta a qualquer situação ou acontecimento e não nosso último recurso.


“Dar graças em todas circunstâncias” esse deveria ser sempre o principal motivo de nossa oração. Temos o péssimo hábito de agradecer somente as coisas boas que nos acontecem, mas murmuramos constantemente em situações adversas e, assim, deixamos de receber o que Deus tem de melhor para nós. Pode até parecer estranho, mas acredite, aceitar o sofrimento com resignação cristã, com a mais pura alegria no coração e orando sempre é uma grande oportunidade de expressarmos a nossa verdadeira gratidão a Deus.


Nada acontece conosco sem a permissão do Senhor, porque Ele controla tudo. E, ao contrário do que imaginamos, o nosso sofrimento pode ser sim uma benção de Deus. O espinho na carne do apóstolo Paulo era uma dádiva, porque era através desse incômodo que ele, ao mesmo tempo em que reconhecia a sua enorme fraqueza e insignificância, sentia o consolo da Graça de Deus e Seu imenso poder que o capacitava espiritualmente a continuar perseverando na sua grande comissão (2 Coríntios 12.7-9). Pense nisso!


Amém! Aleluia!


Editorial de Walter Feliciano



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