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Mulher, Celebre Quem Cristo Diz Que Você É!

  • 26 de fev.
  • 4 min de leitura

À medida que o Dia da Mulher se aproxima, começam as campanhas, as homenagens, os vídeos emocionantes, as frases sobre força, coragem, resiliência, capacidade de “dar conta de tudo”. E eu até acho bonito reconhecer virtudes. Acho legal quando celebram mulheres que trabalham, que cuidam, que servem, que edificam, afinal, eu acabo sempre ganhando uma rosa ou um sonho de valsa (às vezes murcho, é verdade) por aí.

 

Mas, se eu pudesse propor uma reflexão para antes do 8 de março, eu não começaria falando sobre o que o mundo enxerga nas mulheres, ainda mais em tempos confusos como os nossos!

 

Eu começaria perguntando: mulher, quem Cristo diz que você é?

 

Porque a forma como Jesus olha para uma mulher muda tudo.

 

Pense na mulher samaritana, em João 4. Ela não era celebrada. Não era exemplo de força ou virtude. Não era referência moral. Pelo contrário: carregava um passado complicado, relações quebradas e uma reputação imoral que a fazia buscar água sozinha, no horário mais quente do dia.

 

E Jesus a vê.

 

E quando Ele a vê, não dá as costas, não a reduz ao seu histórico, não a transforma em ilustração moral para constranger e ensinar aos outros. O que Ele faz?

 

Ele conversa com ela. Nessa conversa, Ele mostra que sabe mais sobre ela do que ela pode imaginar, confronta com a verdade, e oferece água viva.

 

Antes que qualquer circunstância externa mudasse, algo essencial foi restaurado ali: a identidade dela.

 

Ela deixa de ser apenas “a mulher dos cinco maridos”. Deixa de ser apenas “a samaritana”. Ela se torna alguém conhecida, vista e alcançada por Cristo. E isso é profundamente libertador!

 

Vivemos em um tempo em que identidade virou construção pessoal, algo que cada um deve descobrir por si, e ao descobri-la, deve afirmá-la a todo custo para validação. Além disso, identidade virou algo mutável: cansou? Não te representa mais? Reinvente-se! Busque sempre a sua melhor versão! Ah, qual mulher nunca escutou pelo menos um desses chavões empoderados? Isso também costuma vir acompanhado de uma lista silenciosa de expectativas: seja forte, seja corajosa, seja produtiva, seja bonita, seja equilibrada, seja tudo — e faça parecer fácil, com as unhas em dia, zero frizz e o salto agulha sempre a postos!

 

Só que essa corrida esgota, sabemos disso. E é uma corrida inútil, porque, no fundo, estamos tentando conquistar no lugar errado um valor que já nos foi dado.

 

A identidade da mulher cristã não começa no quanto e como ela faz. Começa na criação: fomos feitas à imagem de Deus. E se aprofunda na redenção: fomos compradas pelo sangue de Cristo.

 

Isso muda o ponto de partida, porque você não acorda mais tentando provar que é suficiente. Você acorda como filha. Você não vive buscando pertencimento. Você vive a partir do pertencimento que Cristo te garante.

 

E quando isso atinge o coração, muita coisa se reorganiza:

 

  • A crítica que você recebe não te define mais. 

  • A comparação perde força. 

  • O “sucesso”, seja ele qual for, não sobe à cabeça.

  • O fracasso, como quer que você o considere, não destrói sua dignidade.


Não porque você se tornou emocionalmente imbatível e poderosa, mas porque a sua base agora é outra, é forte e permanente: Cristo!

 

A mulher samaritana saiu daquele encontro com Jesus e foi anunciar: “Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito”. O que antes era motivo de vergonha se transforma em testemunho e história de graça. É isso que acontece quando a nossa identidade é restaurada por Ele.

 

Jesus não relativiza o pecado, de forma alguma! Mas Ele também não aprisiona a pessoa ao pecado. Ele revela, perdoa, transforma e envia, assim como fez com essa mulher.

 

À medida que nos aproximamos do Dia da Mulher, eu gostaria que você lembrasse disso: sua identidade não está na sua fase de vida, no seu estado civil, na sua produtividade, no seu corpo, na aprovação dos outros. Talvez você esteja cansada de tentar corresponder às expectativas, cansada de viver culpada porque acha que nunca faz o suficiente, ou talvez esteja se medindo pela régua errada.

 

Se você está em Cristo, você é filha. E isso não é uma frase bonita para estampar nossa caneca de café e nunca fazer diferença em sua vida.

 

Isso muda como você vive: muda como você serve, como você descansa, como você cuida da sua saúde, como você envelhece, como você enxerga e vive a maternidade, o casamento, as perdas da vida.

 

Mulher, você não precisa competir com outras mulheres para validar seu valor, muito menos disputar espaço com outros homens. Não precisa endurecer para parecer forte.

 

Mulher, você pode viver a fidelidade no comum, cheia de propósito: pode lavar a louça como quem serve ao Senhor, pode servir na igreja mesmo que ninguém veja o que você faz, pode desempenhar atividades repetitivas, silenciosas e invisíveis aos olhos humanos, mas carregadas de propósito eterno.

 

Não deixe que a cultura defina quem você é. Não deixe que seus erros, pecados ou passado definam quem você será.

 

Deixe Cristo definir! Quando Ele diz que você é amada, perdoada, chamada e enviada, isso é uma dádiva eterna muito maior e melhor do que qualquer conquista histérica, frenética e fugaz que o mundo clama para si.

 

Mulher que vive ancorada nessa verdade não vive tentando se provar, mas vive para refletir o Criador!

 

Editorial de Naná Castillo 

 

 
 
 

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