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Relacionamentos & Igreja: Comunhão Além Do Café

  • 5 de mar.
  • 3 min de leitura

 Partilhando a vida e os fardos

 

O que você entende por comunhão? Como você vive os seus relacionamentos? Você conhece os fardos, dores, desafios, lutas e alegrias do irmão que está ao seu lado?

 

Talvez sua resposta imediata seja: “sim, eu até oro por eles”. Mas o quanto você, de fato, se engaja, ama e se preocupa com seu irmão?

 

Na nossa igreja, temos em todo o período de carnaval, o emblemático e conhecido, Acampadentro, em que toda a igreja se movimenta para participar de programações de comunhão e brincadeiras, e os mais corajosos levam até suas barracas para acampar e dormir no estacionamento. É um tempo muito especial, no qual podemos viver a comunhão e os relacionamentos de forma intensa, um momento que eu, particularmente, aprendi a amar e esperar ansiosamente.

 

Quando eu e meu marido estávamos voltando para casa ao fim do primeiro dia de Acampadentro, perguntei a ele como tinha sido esse começo. A resposta dele me marcou, porque ele disse:

 

— Foi um dia muito gostoso, mas sinto que não consegui conversar com as pessoas como deveria. Estava no modo “automático”, e vejo que perdi oportunidades de ter relacionamentos intencionais.

 

Fiquei em silêncio, tentando entender o que ele tinha acabado de me dizer, ignorando o “banho de água fria” no que eu tinha visto como um dia repleto de relacionamentos e “intencionalidade”.

 

Mas, deixando isso de lado, começamos a conversar sobre as oportunidades que perdemos e sobre o quanto, muitas vezes, nos relacionamos ou participamos das atividades com um olhar extremamente terreno e egoísta. Vemos a atividade pela atividade, a programação pela programação. Não estamos atentos aos planos que Deus tem para esses momentos, que são apenas facilitadores para algo muito maior: trabalhar em nossos corações por meio da comunhão com nossos irmãos.

 

A comunhão bíblica, como vemos em Atos 2, envolve o partir do pão, a oração, o temor do Senhor, a perseverança na doutrina, a unidade, a preocupação com as necessidades do outro e a sinceridade de coração. Mas como isso se aplica aos nossos momentos de comunhão mais simples, como, no meu caso, em um Acampadentro?

 

Em Atos 2 vemos que a vida em comunhão, primeiramente, não está centrada nas pessoas, mas em Deus. Quando tiramos o foco de nós mesmos, de nossas necessidades, desejos e preocupações, começamos a erguer os olhos para enxergar a comunhão e os relacionamentos a partir de uma visão cristocêntrica, completamente centrada em cumprir a vontade de Deus e em Seus propósitos, para que Ele seja glorificado.

 

O Senhor é glorificado em nossos relacionamentos quando amamos o nosso próximo, como diz em Mateus 22.39. É amar o próximo como Cristo nos amou, de forma sacrificial, resultando em serviço e doação, não porque receberemos algo em troca, mas simplesmente porque fomos amados por Ele, e por isso, amamos.

 

Relacionamentos saudáveis são relacionamentos que buscam servir em vez de serem servidos. São pessoas tão cheias de Cristo e de seu relacionamento com Ele que transbordam de cuidado e buscam profundidade, e não superficialidade.

 

Que, em amor, também sabem confrontar quando necessário, como vemos em Provérbios 27.5 e 6, e que escolhem obedecer ao chamado de Gálatas 6.2, ao levar as cargas uns dos outros.

 

Essa é a comunhão que edifica. Essa é a comunhão bíblica!

 

Por isso, da próxima vez que você estiver em um momento de comunhão, seja em um evento da igreja, em um almoço ou em uma roda de conversas, vá com o coração disposto, buscando ser intencional.

 

Ore primeiramente por estes momentos, para que o Senhor abra seus olhos para oportunidades de cuidado e conversas frutíferas, vá com o coração preparado para fazer perguntas mais profundas, e mais do que isso, esteja aberto para compartilhar também suas limitações e fraquezas. Afinal, somos todos pecadores redimidos que necessitam diariamente da graça de Deus.

 

E é justamente nesse lugar de graça que a verdadeira comunhão acontece e podemos ver a beleza do Evangelho.

 

Editorial de Gabi Chaves


 
 
 

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