Ore, estude, instrua e vote!

É notório o crescimento pelo interesse político nas eleições deste ano. Algo que eu jamais havia presenciado até aqui. Pessoas defendendo seus candidatos, atacando outros candidatos ou pessoas que não partilham da mesma opinião política, criando e compartilhando as famosas fake news, sendo agressivas e insolentes para defenderem o seu ponto de vista ou simplesmente para atacarem o ponto de vista do próximo. Não estou narrando atitudes de pessoas que não foram alcançadas pelo Evangelho, estou relatando atitudes (por vezes comuns), de pessoas que se dizem cristãs. Porém, em diversas conversas e/ou publicações, podemos perceber que falta uma boa compreensão acerca de como um cristão deve se posicionar e se relacionar diante deste cenário conturbado. Temos notado ódio, soberba, arrogância, falta de domínio próprio, atitudes que não refletem o caráter de Cristo. E uma das coisas que mais se evidencia é o quanto as pessoas, inclusive cristãs, têm depositado sua confiança em um salvador que não é o Cristo. Por colocarem a confiança na pessoa errada, defendem seu candidato de maneira errada. Se Deus não é o foco, Cristo não tem sido o meio e, como cristãos, precisamos, sim, nos envolvermos com a política e ajudar as pessoas a pensarem de maneira cristã na hora de votar. Entretanto, dependemos da graça de Deus para que possamos desempenhar nosso papel como luz para iluminar o caminho daqueles que ainda não enxergam. Consideremos:


Um cristão se preocupa com a política

Definitivamente, política não é um tema difícil de se encontrar nas Escrituras. Não é a vontade de Deus que sejamos alienados, precisamos ser luz neste mundo (Mateus 5.14) e o papel da luz é iluminar o caminho daqueles que ainda não enxergam, de maneira que Cristo seja glorificado. Como cristãos, devemos primeiramente orar por nossas autoridades (1 Timóteo 2.1,2) e entregar a política de nosso país nas mãos de quem verdadeiramente pode mudar o rumo da nossa nação. Contudo, nosso papel não se resume apenas à oração, Deus nos dá hoje diversos meios de comunicação que facilitam nossa instrução em diversos assuntos, inclusive na política. Nesta época de eleições, devemos estudar nossos candidatos e suas propostas de governo e, com responsabilidade, escolhermos o que melhor se alinha aos princípios bíblicos. Através deste conhecimento, atrelado ao temor do Senhor, podemos ajudar as pessoas a enxergar qual é o candidato mais coerente com esses princípios, não de forma pecaminosa como temos visto, mas sempre considerando o outro superior  a nós (Filipenses 2.3). Se não formos luz na instrução política de nosso país, nossa nação continuará em trevas. Ore, se prepare e proclame!


Um cristão vota com a razão, mas vive pela fé!

Orar, estudar, instruir e votar. Parece um passo a passo de como um cristão deve votar e de fato são passos muito importantes e que devem ser seguidos. Porém, a falta do primeiro passo e o excesso do segundo podem comprometer o terceiro e arruinar o quarto. Repito: “Quando Deus não é o foco, Cristo não é o meio” e infelizmente é isto que tem acontecido. Deus não tem sido o foco e, consequentemente, Cristo não tem sido o meio pelo qual as pessoas instruem, postam ou se posicionam. Consequentemente, ocorrem discórdias. Precisamos sempre nos lembrar de que qualquer candidato que suba ao poder estará nas mãos de Deus (Provérbios 21.1) e, se isso é uma verdade para nós, por que não recorremos a quem tem todo o controle? Por que não confiamos exclusivamente Nele? Ele é o único que pode nos salvar e Ele já o fez! Que Deus nos capacite a estudar e a votar conscientemente, temendo a Deus e confiando que um candidato só mudará o rumo de nossa nação, se esta for a vontade Dele.


Deus usa a política para livrar os seus

Por diversas vezes Deus levantou homens e mulheres para livrar o seu povo. Temos vários episódios citados na Bíblia onde Deus claramente utilizou a política a favor dos seus. Ele livrou seu povo da fome com José (Gênesis 43), da morte através de Ester (Ester 8), da mão dos inimigos (Davi), trouxe segurança novamente após o exílio do povo judeu de maneira milagrosa (Neemias na reconstrução dos muros). E, se Deus utilizou a política a favor dos seus, não podemos ser relapsos ao estudar sobre este tema, nem tampouco, votar meramente por obrigação. Deus quer que você exerça sua dupla nacionalidade! Vote na sua liderança terrena enquanto você olha para o alto!


Deus disciplina os seus através da política

Quem não se lembra do primeiro rei de Israel, Saul? Um rei perfeito perante os homens, porém, um rei sem Deus. Nesta época Israel vivia a teocracia, entretanto queria ser como os outros povos, querendo também um rei para si, o que aconteceu. O povo de Deus abriu mão da liderança divina e, em outras palavras, não quis mais depositar a sua confiança em Deus e sim em um líder. Assim que o rei subiu ao poder, o povo começou a sentir os efeitos negativos de tal decisão. Se tornaram servos, quando não escravos, do rei. Aumentaram-se os impostos nas lavouras, entre outros. Hoje temos uma circunstância semelhante a qual Israel viveu:  confiar nossa liderança em Deus ou depositá-la em um homem pecador assim como nós. Não estou falando que é possível voltarmos à época da teocracia, mas sim, que podemos escolher nosso candidato debaixo da vontade de Deus, votando com temor, para a honra e glória de Deus. “Quando o governo é honesto, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba em desgraça!” (Provérbios 29.4).


Ame seu próximo orando pelo país, pelos candidatos e pelo seu discernimento na escolha do voto. Estude o que Deus espera de nossos candidatos e compare com as opções. Instrua em amor, sendo luz para aqueles que possuem dificuldade, servindo-os e vote com fé!


Editorial de Rafael Ceron de Souza



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