A verdadeira alegria do Natal

Atualizado: 18 de Dez de 2018

As luzes começam a brilhar, árvores são montadas e enfeitadas, presentes são comprados e cuidadosamente embrulhados, o calor e alegria do Natal começam a penetrar nos corações das pessoas nessa época do ano, na expectativa de um momento único de refrigério, paz e alegria.


Mas será que o Natal conseguiu dar tudo isso alguma vez? Às vezes nos esquecemos de que todos os anos foram assim, nossa expectativa quase nunca se encontra com a realidade, pois os parentes falantes e irritantes roubam a paz que ansiamos, os constantes pedidos de esposa e filhos tiram o refrigério e então, não sobra muito para se alegrar. E mesmo que a expectativa desta época e de nossa vida, de forma geral, se encontre com a realidade, toda paz e a alegria provenientes dessas coisas são passageiras.


A verdade é que não importa a quantidade de esforços em ter a melhor ceia de Natal, o amigo secreto mais divertido, os presentes mais desejados, o melhor descanso revigorante, nada destas coisas pode nos dar alegria duradoura, pois esta só pode ser encontrada em um relacionamento com Deus.


O objetivo deste artigo é tanto encorajar e consolar cristãos crentes no Senhor Jesus Cristo como dar esperança e significado para homens e mulheres, que esperam muito deste Natal, mas ainda não sabem que a alegria verdadeira e duradoura vem em esperar e confiar tudo n’Aquele que é o significado do Natal, Jesus. É um objetivo ousado, com certeza, que não será atingido usando a sequência correta de palavras, retórica ou algum outro método humano, mas sim porque o Evangelho de Cristo será apresentado, que “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1.16). Aqui vamos nós:


A Bíblia, que é a Palavra de Deus (II Timóteo 3.16), diz que pecado não é somente o que fazemos de errado (contra a lei da Palavra de Deus), pecado também é quando buscamos alegria e realização plena (identidade) em outras coisas que não Deus (Êxodo 20.3-4; Salmos 115.4-8; 1 Coríntios 10.7).


Nossa cultura e sociedade diz que não podemos ser felizes se não tivermos dinheiro, sucesso, beleza, sonhos atingidos, etc., então muitos dão a vida em busca desses objetivos e se veem muitas vezes infelizes, porque não as tem e outros mais infelizes ainda, porque atingiram os objetivos e viram que eles não o satisfazem e não se sentem totalmente realizados (Jeremias 2.13; João 4.13).


Tudo isso (pecado) é uma afronta a Deus, pois Ele é o centro do universo, o Criador de tudo, inclusive do homem, portanto toda satisfação e realização plena devem vir d’Ele, de um relacionamento com o Criador (Salmos 16.4; Romanos 1.18-25; Salmos 90.2).


O Evangelho nos informa então que Deus é santo e odeia o pecado (Habacuque 1.13; 1 João 1.5), portanto nossos pecados e nossa declaração de independência fazem separação entre nós e Deus, de maneira que a ira de Deus permanece sobre aquele rebelde e no dia do julgamento ele será condenado ao sofrimento eterno, pois pecou contra um Deus eterno e recusou a alegria e prazer eterno da Sua presença (Êxodo 32.33; Isaías 6.1-5; 59.2; João 3.36; 5.28-29).


A boa notícia do Evangelho é que Deus se fez homem, em Jesus, nasceu de uma virgem e foi o único homem a obedecer toda a lei de Deus e ter alegria perfeita em Deus. Jesus se entregou para ser morto em uma cruz pelos nossos pecados, o justo morreu pelos injustos, para que possamos ser libertos da condenação eterna, o Filho eterno de Deus recebeu o sofrimento eterno da ira de Deus. Aquele que merecia alegria perfeita da presença de Deus se esvaziou, deixando sua glória e a glória da presença do Pai e foi esmagado na cruz, para que nós pudéssemos ser trazidos à presença de Deus e gozar da alegria perfeita da Sua glória (Isaías 53.3-6; 55.1-7; João 3.16; 4.14; 2 Coríntios 5.21).


Ao terceiro dia, porém, Jesus ressuscitou dos mortos, consumando a vitória definitiva sobre o pecado e a morte, e dando salvação a todos aqueles que se arrependem e creem nesta mensagem. E antes de subir aos céus, a direita de Deus Pai, Jesus disse aos discípulos para proclamar esta mensagem a todas as nações e fazer discípulos (Marcos 1.15; Atos 2.22-47; Romanos 10.9).


Portanto, a mensagem de Natal definitivamente não é a alegria triunfalista que caracteriza nossos dias e sim a mensagem de que nós não podemos salvar a nós mesmos, não podemos ter paz por nós mesmos e em última análise, não podemos ser felizes sem Deus. Por isso Jesus veio, por isso se encarnou, viveu, morreu e ressuscitou. Porque nosso Senhor Jesus Cristo fez tudo isso e exercemos fé na Sua obra, nós celebramos com júbilo o Natal e a verdadeira alegria de uma vida com Deus.


Editorial de Leonardo Cordeiro



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