Entendendo quem Cristo é, para entendermos quem devemos ser (Parte 2)

Atualizado: 21 de Ago de 2018

Continuando o texto da semana passada, vamos entender um pouco mais sobre quem é Jesus Cristo, e como entender a identidade de Cristo deve nos impactar como cristãos.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida...” (João 14.6). Jesus é a única resposta. Ele é o caminho que nos conduz a Deus, Ele é a verdade que nos liberta (João 8.32) e santifica (João 17.17), Ele é a vida e quem nos dá vida. Longe de Cristo estamos fora do caminho, vivendo em mentiras e sem vida. Colocamos nossa identidade em coisas passageiras, que nos frustram e nos afastam de Deus. Cristo é a única verdade que temos para nos apegar. Enquanto o mundo nos oferece mentiras e prazeres passageiros, Cristo nos oferece alegria verdadeira e permanente. Ele nos liberta, nos purifica, nos santifica, nos satisfaz. Nós podemos confiar plenamente nEle e na Sua palavra!


“Eu sou a videira verdadeira...” (João 15.1). Jesus é a nossa fonte, nossa base, é quem nos dá vida e nos faz gerar frutos. Quando colocamos nossa identidade em Cristo, quando entendemos o que Ele fez por nós, os frutos surgirão. Mas como a metáfora da videira deixa claro, os frutos só permanecem e têm valor quando estão ligados à árvore. O único trabalho que não é em vão é aquele que fazemos para o Senhor (1 Coríntios 15.58). Nós somos totalmente dependentes de Cristo e do Espírito para fazermos as boas obras que Deus preparou para nós. Jesus não cumpriu sua missão para que ficássemos estáticos, mas para que produzíssemos frutos nEle e para a glória dEle!


Duas coisas ficam muito claras ao lermos esses textos. A primeira é a nossa capacidade de colocar nossa identidade em qualquer coisa que não seja Cristo. Tudo aquilo que amamos mais do que amamos a Deus se torna nossa identidade, porque é naquilo que temos buscado a nossa satisfação. Quando me preocupo muito com o que as pessoas pensam (temor a homens), é sinal de que minha identidade está na aprovação dos outros, o que me deixa sempre ansioso e preocupado, e me impede de tomar as decisões certas para fazer aquilo que os outros querem que eu faça. Quando deixo de trabalhar, de me esforçar, de ajudar em casa, é sinal de que minha identidade está no meu conforto, e isso me torna alguém preguiçoso e improdutivo no serviço do Senhor. Quando cedo aos prazeres do mundo (sexo, drogas, etc.), estou colocando minha identidade no meu prazer e nos meus desejos desordenados, e dizendo que Deus não sabe o que é bom para mim e que Ele me priva de ter uma felicidade verdadeira. Quando tudo o que eu penso é qual carreira seguir, qual o carro que vou comprar e como vou conseguir ganhar mais dinheiro, tenho colocado minha identidade nos bens que eu possuo e no título que eu terei, dizendo que a criação de Deus e as bênçãos que Ele oferece são maiores do que o próprio Deus. Nós nos tornamos aquilo que adoramos.


A segunda coisa é que qualquer coisa que busquemos é incapaz de suprir as necessidades da nossa alma. Só Cristo pode fazer isso, porque Deus criou o homem para se relacionar com Ele, e para encontrar satisfação plena somente nesse relacionamento. “Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo... Se nenhum dos meus prazeres terrenos é capaz de satisfazê-lo, isso não prova que o universo é uma fraude. Provavelmente os prazeres terrenos não têm o propósito de satisfazê-lo, mas somente de despertá-lo, de sugerir a coisa real” (C. S. Lewis). Quando nos apegamos a coisas passageiras, esquecemos que Deus nos criou para a eternidade.


Quando nossa identidade está em Cristo, temos a segurança e a confiança de estarmos firmes em algo eterno, imutável, constante, permanente. Não somos afetados por qualquer situação, não buscamos no mundo satisfações passageiras, não acumulamos tesouros terrenos, não buscamos a aprovação de Deus pelo que fazemos, não confiamos em nós mesmos. Cristo conquistou tudo por nós ao cumprir Sua missão e, ao cumpri-la, Ele nos habilita a cumprir a nossa. Jesus nos capacita a amar a Deus e ao próximo, a buscar tesouros eternos, a pregar o evangelho. Só conseguiremos cumprir nossa missão quando entendermos quem somos em Cristo – e isso começa sabendo quem Ele é.


Algumas perguntas para reflexão:

  • Onde eu tenho buscado minha identidade?

  • O que eu tenho buscado mais do que eu tenho buscado a Deus?

  • O que me faria sofrer muito se eu perdesse?

  • Por que eu tenho buscado essas coisas?

  • O que me motiva a colocar minha identidade nisso?


Editorial de Gustavo Henrique Santos



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