O batismo e a nossa identidade

Atualizado: 13 de Abr de 2019

O começo da vida cristã é marcado pelo batismo, que é o ato público por meio do qual a pessoa se identifica como parte do corpo de Cristo. Esse ato é profundamente carregado de um simbolismo intenso, pois ele reflete algo que está no cerne da mensagem do Evangelho. O texto de Romanos 6 nos ajuda a entender o que o batismo realmente representa para nós, cristãos, em como compreender nossa identidade passada, presente e futura de forma que possamos viver vidas que deem glória a Deus.


Nossa identidade passada

O texto de Romanos 6 caracteriza todo homem como sendo escravo do pecado (versículos 6,16,18 e 22), ou seja, sem livre arbítrio para decidir não pecar (versículos 12 e 14) ou para fazer algo de justo (versículo 20), de forma que o homem está condenado à morte (versículos 16, 21 e 23). Todos caminham para esse fim e a única salvação está no Evangelho de Jesus Cristo. O Evangelho, portanto, entra em cena e mostra a pecaminosidade do homem e a sua necessidade de se arrepender e, abandonando a sua identidade passada, morrer para ela (versículos 2, 6 a 11). Quando alguém é mergulhado nas águas no batismo, essa é a primeira realidade de que somos lembrados (versículos 3 e 4).


Nossa identidade presente

O texto não para por aí. O abandonar da vida de pecado envolve necessariamente o abraçar de uma nova identidade. No batismo morremos para uma e vivemos para outra completamente diferente (versículos 4 e 8). O novo objetivo dessa vida é não mais viver de acordo com nossos desejos pecaminosos (versículo 12) e sim de acordo com a vontade de Deus (versículos 10 e 11) que envolve obediência (versículo 16), de forma que o homem agora é capaz de fazer algo justo (versículos 13,16 e 18). Nossa nova identidade envolve uma nova escravidão que é a escravidão da justiça (versículo 18), nos caracterizando como santos (versículos 19 e 22). Quando alguém emerge nas águas no batismo, ele está declarando que agora passa a viver essa nova vida (versículo 3).


Nossa identidade futura

Por fim, o texto também nos lembra do nosso futuro, quando seremos ressuscitados e viveremos eternamente com Cristo (versículo 23). A garantia disso está no fato de termos sido identificados com ele (versículo 5). Dessa forma, o batismo nos aponta para a nossa viva esperança, para a nossa glorificação futura, mas também mostra que ela não é separada do processo de santificação aqui na terra. Portanto, o batismo não é um ato místico que confere salvação e vida eterna por si mesmo, mas identifica alguém que seguirá os passos de uma nova vida de santidade, cujo fim é a vida eterna (versículo 22) conferida não por merecimento, mas pela graça de Deus (versículo 23).


Editorial de Tássio Côrtes Cavalcante



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