O que é o Evangelho?

Em meio a uma cultura confusa, sem absolutos e sem esperança, a mensagem do Evangelho se apresenta como algo seguro e permanente, capaz de oferecer esperança inclusive aos que se encontram em situações extremas. Infelizmente, não é incomum encontrarmos cristãos que não conseguem desenvolver a mensagem do Evangelho de forma clara, que tem medo de compartilhar a mensagem da salvação, e até mesmo que apresentam um Evangelho desbalanceado — seja uma graça livre e sem impacto nas nossas vidas, ou uma série de regras legalistas sem a graça que nos salva e impulsiona.


Em seu pequeno livro “O que é o evangelho?”, Greg Gilbert nos oferece uma apresentação do Evangelho que é clara, concisa, fiel, balanceada e bíblica, capaz de nos auxiliar tanto no entendimento como na transmissão dessa mensagem que é a única mensagem capaz de transformar realmente e definitivamente a vida de pessoas pecadoras. De forma resumida, o Evangelho é a mensagem de que Jesus Cristo veio à terra como Deus-Homem, viveu entre nós, morreu por nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1 Coríntios 15.3, 4). O que o autor faz, então, é expandir essa definição utilizando quatro palavras: Deus, homem, Jesus e resposta.


Deus

Deus é o Criador, Justo e Santo. Ele criou todas as coisas, inclusive o homem (Gênesis 1.1, 26–28), e tudo o que Ele criou foi com o propósito de dar glória a Ele. Nós, como criaturas, não temos a autonomia para criar propósitos diferentes para viver; e nós, como criaturas, somos responsáveis diante dEle e prestaremos conta dos nossos atos diante dEle. A Bíblia também nos diz que Deus é completamente Santo. Ele é incomparável — não há ninguém como ele (Êxodo 15.11) — e não tolera o pecado (Habacuque 1.13). Deus também é Justo, o que significa que Ele precisa e irá punir o pecado (Salmo 94).


Homem

Mesmo tendo um relacionamento perfeito com esse Deus Justo e Santo, o homem quis ser igual a Deus e escolheu pecar. Por causa do pecado de Adão, todos nós pecamos (Romanos 5.12, 18). O pecado traz consigo a morte (Efésios 2.1), nos separa de Deus (Isaías 59.2) e nos impossibilita de alcançar o padrão de Deus que é a santidade absoluta (Romanos 3.23). Mesmo sabendo o que é errado, não somos capazes de agir corretamente (Romanos 2.5, 6), buscando satisfazer os nossos próprios desejos ao invés de viver de acordo com o propósito que Deus nos criou para viver: sermos representantes visíveis do Deus invisível (Gênesis 1.26–28).


Jesus

Diante de nossa condição, Deus envia o seu único Filho, Jesus, para viver a vida que nós não conseguimos, morrer a morte que nós merecíamos, ressuscitar ao terceiro dia, vencer a morte e nos dar a possibilidade de ter uma nova vida, um novo coração (João 3.16). Ele torna possível o que para nós era impossível (Mateus 19.25, 26). Jesus Cristo se fez pecado por nós, para que pudéssemos nos tornar justos diante de Deus (2 Coríntios 5.21). Então, da mesma forma que por um só homem o pecado veio ao mundo, Adão, por um só homem nós podemos ter vida, Jesus Cristo (Romanos 5.21).


Resposta

Essa mensagem — a mensagem do Evangelho — exige de nós uma resposta, que é vista em duas atitudes que andam sempre juntas: e arrependimento (Marcos 1.15). Fé é confiar em Cristo, em quem Ele é e em sua obra em nosso favor. É crer que Jesus é Deus e que o que Ele fez é suficiente para nos dar vida eterna. Arrependimento significa mudança, deixando de buscar os nossos próprios desejos e passando a buscar a Deus, como resultado de um novo coração dado por Deus em Jesus Cristo. As duas palavras dizem respeito a mesma coisa, mas sob perspectivas diferentes. Enquanto a fé enfatiza o aspecto de virar-me para Cristo, o arrependimento enfatiza o aspecto de virar-me contra o mundo. Jesus morreu para nos dar uma nova vida, e Ele espera que nós vivamos de acordo com esse novo coração que Ele nos dá (2 Coríntios 5.15, 17).


E agora?

Chegando a conclusão, duas coisas devem ser ressaltadas. A primeira é que, diferente do que muitos cristãos pensam, a mensagem do Evangelho não é somente o início da nossa caminhada cristã — é a verdade que nos mantém caminhando até o final. Não existe nada mais profundo ou mais poderoso do que a mensagem de Cristo morto e ressurreto.


Já a segunda é que, fazer discípulos — a missão que Deus nos deixou (Mateus 28.18–20) — começa com pregar o Evangelho. Portanto, compartilhar o Evangelho não é uma questão de preferência ou dons, mas de obediência ao nosso Salvador, que deu Sua vida em nosso favor. Quanto mais entendermos quem Cristo é e o que Ele fez por nós, mais desejaremos transmitir essa mensagem de esperança às pessoas.


Editorial de Gustavo Santos



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